Nesta rua movimentada,
altamente pavimentada,
passam milhares de possíveis amores.
Amores vistos por cinco segundos.
Os passantes que atraem,
meus olhos,
passam aos montes
e distraídos.
Uma,
eu vi cruzar seu caminho
com o meu,
por três ou quatro vezes:
É o congestionamento da capital
ou é a sorte grande
agindo na vida?
Tudo aqui,
acomete-me em grandes proporções.
A luxúria,
que era peixe miúdo,
adquire aqui,
feições capitais.
O amor
que guardo por dentro,
também é metrópole.
É avenida paulista
de sentimentos.
Cabelos enrolados em cachos,
luzes num longo cabelo.
Vestidos, saias
e bermudas
revelam seu traço abstrato:
esferas brancas flutuando no negro.
Negras,
flutuando no branco.
Executivas boazudas
me atordoam,
com suas bundas,
bem trabalhadas
para o elogio no trabalho.
Vejo
executivos de sucesso
e de fracasso.
Homens,
correndo e andando
simultaneamente,
em cima de esteiras.
E entre tantos rostos
de olhar pontudo
e ângulos provocantes,
lanço para dentro de mim
um olhar lancinante.
Pergunto ao meu âmago,
quem é de fato
possibilidade.
Quem me faz perder o sono,
me faz perder o sexo,
tornando-me um ser,
assim,
tão bem resolvido?
Te quero,
minha possibilidade,
e te busco a todo instante.
E eu te encontro
cara a cara,
numa carta,
numa página da Web,
e digo que te amo.
E te beijo.
E faço contigo,
o sexo dos anjos,
aqui na terra.
Num dia ensolarado,
levo o nosso ser uno
pra um passeio
por dentro das nuvens.
Te conheço tanto,
mal te conhecendo...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
sábado, 15 de novembro de 2008
ovelha cosmopolita
Não,
ele não era
um cão imbecil.
Altivo,
como um imperador.
Encardido,
como qualquer um que já viveu.
Patas e pêlos
molhados,
encharcados de espera.
Aquele cão,
meio mini-ovelha,
aguardava a decisão
sábia ou não,
do seu pastor moderno.
Sentados,
pastor e ovelha
apenas aguardavam.
ele não era
um cão imbecil.
Altivo,
como um imperador.
Encardido,
como qualquer um que já viveu.
Patas e pêlos
molhados,
encharcados de espera.
Aquele cão,
meio mini-ovelha,
aguardava a decisão
sábia ou não,
do seu pastor moderno.
Sentados,
pastor e ovelha
apenas aguardavam.
VOCÊ
Veludo vermelho
no Simbolismo.
Meu Dorian Gray
viciante
e vicioso.
Você,
e minha vontade
de te lamber.
Entre nós,
um difícil
gramado
e o medo
do não ter...
o que dizer?
Beleza aguda
demais.
Perfume doce,
demolidor de boas intenções.
Cerveja e cigarro
numa só
boca.
Abraço sem fala
coração na boca.
O que digo?
Prensar-te-ei
na parede
e na cama
ricas
do teu quarto.
Puta-que-lá-merda,
o que eu faço?
Palavras chulas,
quando a gina for.
O meu reflexo,
o teu reflexo
no papel laminado imitador de espelho.
Na tua forma,
o meu amor!
no Simbolismo.
Meu Dorian Gray
viciante
e vicioso.
Você,
e minha vontade
de te lamber.
Entre nós,
um difícil
gramado
e o medo
do não ter...
o que dizer?
Beleza aguda
demais.
Perfume doce,
demolidor de boas intenções.
Cerveja e cigarro
numa só
boca.
Abraço sem fala
coração na boca.
O que digo?
Prensar-te-ei
na parede
e na cama
ricas
do teu quarto.
Puta-que-lá-merda,
o que eu faço?
Palavras chulas,
quando a gina for.
O meu reflexo,
o teu reflexo
no papel laminado imitador de espelho.
Na tua forma,
o meu amor!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
VELHICE
VOVÔ E VÔVO
VÃO.
O "V"
É VISTO
NO ENVOLVIMENTO DAS MÃOS.
VIZINHOS DE VIDA.
VÍCIOS,
VIRTUDES,
COSTAS CURVADAS
VARAS DE BAMBU
PELO VENTO VITAL
VIRADAS
A VIDA
BOA
VOA.
GAIVOTA NOVA,
NO VENTO,
FICA LOGO VELHA
VÊ,
X,Y
ZÁS!
ATROZ,
O ALBATROZ DO TEMPO
PESCA-ME,
DIA-A-DIA,
COM SEU BICO
FINO E NEGRO.
VÃO.
O "V"
É VISTO
NO ENVOLVIMENTO DAS MÃOS.
VIZINHOS DE VIDA.
VÍCIOS,
VIRTUDES,
COSTAS CURVADAS
VARAS DE BAMBU
PELO VENTO VITAL
VIRADAS
A VIDA
BOA
VOA.
GAIVOTA NOVA,
NO VENTO,
FICA LOGO VELHA
VÊ,
X,Y
ZÁS!
ATROZ,
O ALBATROZ DO TEMPO
PESCA-ME,
DIA-A-DIA,
COM SEU BICO
FINO E NEGRO.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
uns olhos
E a pequena criatura fitou-me com seus olhos essencialmente bons. Não desviou seus negros brilhantes dos meus olhos, e depois sorriu um sorriso quase sem dentes,rodeado por uns lábiozinhos sujos de chantilly e salada de frutas. Um olhar sincero e puro, porque muito lá de dentro.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
o simples de leminski
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu,
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Como já dizia uma pixação, sábia, pelo que agora conheço deste ser, obrigada leminski.
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descobertas leminskianas
terça-feira, 15 de julho de 2008
Me dë grandeza e um pouco de coragem!
A cor do sangue; sempre boa pra descrever, pra ilustrar as nossas coisas internas... Boa pra ilustrar tudo aquilo que de fato é vermelho (de novo o Cazuza( na verdade o Luís Melodia: amor, a tua boca é vermelha!).
Caralho(o palavrao é muito próprio aqui, pois vem de uma alma hoje muito inquieta e raivosa), é tao difícil assim, olhar nos olhos e dizer a que o coracao veio? MÚSCULO SEMPRE SUBMETIDO A INTENSAS PULSACOES; MÚSCULO SUBMETIDO, E POR MAIS MACHUCADO QUE ESTEJA, SEMPRE SUBMET'ÍVEL!
Caralho(o palavrao é muito próprio aqui, pois vem de uma alma hoje muito inquieta e raivosa), é tao difícil assim, olhar nos olhos e dizer a que o coracao veio? MÚSCULO SEMPRE SUBMETIDO A INTENSAS PULSACOES; MÚSCULO SUBMETIDO, E POR MAIS MACHUCADO QUE ESTEJA, SEMPRE SUBMET'ÍVEL!
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